A receita é simples:
Encontros que priorizem o científico, com independência comercial,
cunho agregador e organizado por associações e sociedades
odontológicas. Foi o que observamos no I Encontro Estadual
de Osseointegração (I EEO) e o V
Circuito Nacional de Implantodontia (V CNI) da pós-graduação
em osseointegração da USC-Bauru. O evento reuniu aproximadamente
300 especialistas, 18 empresas patrocinadoras, sete estados da região
nordeste. De 31 de Julho a 2 de agosto de 2008 na cidade de Salvador da
Bahia, o Brasil reviveu a força e a exuberância de um conclave
feito por e para aqueles que exercem a osseointegração.
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Auditório nobre da ABO-Ba: 300 congressistas.
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O fato reacende a discussão do
papel das associações e sociedades de classe na organização
dos conclaves científicos em odontologia. Neste contexto, vale
o questionamento: Trata-se de um último suspiro ou o ressurgimento
da massa crítica no exercício da ciência e profissão?
Espera-se, que seja a segunda opção. Ser profissional liberal,
segundo Aurélio Buarque (Dicionário da língua
portuguesa), é “exercer a profissão de nível
superior caracterizada pela inexistência de qualquer vinculação
hierárquica e pelo exercício predominantemente técnico
e intelectual de conhecimentos”. Como seremos profissionais
e liberais se abrimos mão do cunho científico,
da independência comercial e do sentido de agregação
dos conclaves científicos? Neste contexto, O I EEO e o V CNI se
mostraram extremamente eficazes. Presenciamos a convivência
construtiva entre Cirurgiões-Dentistas, empresas, entidades de
classe e autarquias. Todos em apoio à ciência, a ética
e a união na odontologia.
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Feira comercial: apoio de 18 empresas.
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Cartaz promocional do evento.
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